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sábado, 3 de outubro de 2020

11 Famosas que Lutaram Contra o Câncer de Mama – O que elas têm em comum?



Começamos mais um mês em que a campanha do Outubro Rosa nos alerta sobre a prevenção do Câncer de Mama. Na verdade nos orienta a descobrir a doença no estágio inicial em que é mais fácil tratar.

Mas o que seria de fato a prevenção? O que é o câncer do ponto de vista neurolinguístico, que é a ciência que estuda a linguagem cognitiva e psicológicas dos pensamentos e como os interpretamos?

Segundo o psicanalista Pierre Marty (1918-1993) as excitações provocadas no indivíduo por diversas situações, precisam ser descarregadas e escoadas por meio da elaboração mental ou de comportamentos motores. Porém quando essas vias não são usadas, as excitações se acumulam e escoam pelos aparelhos somáticos.

A psicóloga e especialista em PNL Cristina Cairo afirma que problemas nos seios “significam descontentamento ou ressentimento profundo em relação às pessoas que desempenha o papel simbólico de pai, tais como marido, sogros, cunhados, etc.” A autora ainda diz que os seios “simbolizam doação e fluxo livre da vida”.

Mágoa não tratada, não superada ou perdoada cedo ou tarde se transforma em somatização. Mas até onde essas teorias têm fundamento? Podemos nos apoiar nelas para tentar prevenir de fato o câncer de mama, alterando as condições físicas ou genéticas que nos predispõe a essa doença? O que podemos absorver ao observar a vida de mulheres públicas que passaram por esse desafio?

Pontos em Comum entre as Famosas que Lutaram Contra o Câncer de Mama


Depressão e/ou Depressão pós-parto

Ana Furtado



Atriz, casou-se aos 23 anos com o diretor de televisão Boninho. Em 2007, aos 34 anos deu à luz a única filha, Isabela, e relatou ter sofrido de depressão pós parto. Não há relatos públicos de relação conturbada com o pai ou o marido. Descobriu o câncer em 2018, aos 45 anos.

Joana Fomm



Atriz, perdeu a mãe e uma irmã numa enchente quando tinha 4 anos. O pai a entregou para adoção a um casal de tios próximos. Aos 13 descobriu a adoção e teve a primeira crise de depressão. Conheceu o pai biológico aos 20 anos, se aproximou dele, mas o pai faleceu no ano seguinte, o que a fez entrar em depressão de novo.

Aos 36 anos teve o primeiro filho, e sofreu depressão pós-parto. O quadro evoluiu para síndrome do pânico. Em 2007, aos 68 anos teve câncer de mama. Queria ser avó, mas o filho, com quem mora junto, optou por não casar e nem ter filhos.

Arlete Salles



Atriz, relatou em entrevista ter tido depressão e síndrome do pânico em 1982, aos 40 anos. Não há relatos públicos de problema com pai ou afins. Descobriu o câncer de mama em 2014 aos 72 anos.

Kylie Minogue



Cantora, lançou em 1997 um álbum chamado Impossible Princess, onde ela citava como tema de inspiração de suas músicas, onde ela era co autora: o amor, depressão, raiva e autodescoberta.

É possível que o pai tenha ficado frustrado pela carreira artística da filha pela frase dita por ela em um evento para uma universidade: “Nunca fui à universidade, por isso meu pai ficará muito orgulhoso ao ver a foto”.

Aos 36 anos, Kylie descobriu o câncer de mama. Na época estava em relacionamento com o ator francês Olivier Martinez. Ela nunca teve filhos. Numa entrevista ela disse: “Tinha 36 anos quando fui diagnosticada. Com essa idade, já estava um pouco atrasada em certos assuntos”. Ela explica que o câncer a fez mudar de ideia sobre filhos, mas perdeu a oportunidade de ser mãe. Apesar disso procurou manter uma atitude positiva: “Não quero focar demasiado nisso, mas pergunto-me como teria sido. Todas as pessoas vão dizer que há outras opções, mas não sei…

Angelina Jolie



Não teve câncer de mamas, mas deu o que falar quando decidiu fazer uma mastectomia preventiva, e removeu as mamas depois de receber o diagnóstico de que tinha 87% de risco de ter a doença devido um gene BRCA1 defeituoso.

Jolie nasceu em 1975 e seus pais se separaram no ano seguinte. Quando adolescente ela teve problemas emocionais que a levaram a automutilação, insônia e distúrbio alimentar. Começou a usar drogas, e aos 20 anos já tinha experimentado todos os tipos de drogas, em especial heroína. Angelina Jolie teve episódios de depressão, e planejou suicídio aos 19 e 22 anos.

Jolie teve um relacionamento disfuncional com seu pai. Tentou se reconciliar com ele quando apareceram juntos em Lara Croft: Tomb Raider (2001). Mas logo depois ela entrou com petição para remover o sobrenome do pai, concedido em 2002. Jolie declarou que o pai traía a mãe, quando afirmou que não se envolveu com Brad Pitt enquanto ele ainda estava casado com Jennifer Aniston: "Ter intimidade com um homem casado, quando meu próprio pai traiu minha mãe, não é algo que eu poderia perdoar. Eu não poderia olhar para mim mesma de manhã se eu fizesse isso. Eu não me sentiria atraída por um homem que trairia sua esposa."

Sua mãe faleceu por câncer de ovário em 2007. Em 2013, aos 37 anos, Jolie passou por uma dupla mastectomia preventiva. Em 2015 retirou os ovários pelo mesmo risco.


Aborto

Brigitte Bardot



Atriz, em sua autobiografia, Brigitte relatou que se sentia ressentida pelos padrões rígidos de comportamento e vestuário impostos pelo pai, e por ter tido poucos amigos na infância, devido restrições da mãe.

Aos 16 anos se casou contra a vontade dos pais com o cineasta Roger Vadim, responsável pelo seu sucesso como atriz. A relação não durou muito pois ela o traiu com um dos atores do filme com quem contracenava. Brigitte ficou conhecida como devoradora de homens, pela rapidez com que terminava as relações e pela quantidade de parceiros ao longo da vida.

Aos 25 anos, casou forçada pela gravidez com o ator Jacques Charrier. Ela tentou um aborto, mas não conseguiu nenhuma clínica disposta a manter sigilo, pois já era seu terceiro aborto. Os outros ela realizou durante o casamento com Vadim. Brigitte abandonou o filho com o pai logo após a separação. Descobriu o câncer de mama em 1983 aos 49 anos e diz que tratou o câncer com desprezo, prestando pouca atenção.


Elba Ramalho



Cantora, provocou um aborto do primeiro filho aos 22 anos, depois que o namorado a abandonou. O filho Luã, que teve com o ator Mauricio Mattar nasceu prematuro de 8 meses devido a dificuldade dela engravidar e manter a gestação, consequências do aborto. Adotou mais três filhas, por não conseguir novas gestações.

Em 2010 quando teve o câncer de mama, aos 59 anos, estava, segundo ela, em um relacionamento abusivo, com um sanfoneiro, 33 anos mais jovem, alcoólatra e ciumento, que a perseguiu um ano por não concordar com o término do namoro.


Jane Fonda



Atriz, aos 12 anos perdeu a mãe, que se suicidou com problemas psiquiátricos. Jane é sobrevivente de um aborto, pois a mãe havia feito 9 abortos antes do nascimento de Jane e seu irmão. 

Os 9 abortos anteriores da mãe, e a tentativa de abortá-la deve ter causado fortes impressões psiquicas em Jane Fonda. Em março de 2017, a atriz revelou que foi violada, vítima de abuso sexual quando criança e despedida por não ter dormido com o chefe.

Numa entrevista Jane relatou: “Meu pai mandava minha madrasta me dizer para perder peso e usar saias mais longas”. Ou seja, viveu sob influência da madrasta, evidenciando a fraca presença paterna. 

Foi casada com o ex-marido de Brigitte Bardot, o cineasta Roger Vadim, que também a alçou ao estrelato. Jane teve uma filha com Vadim, e três outros com Tom Hayden, um biológico e dois adotivos. Descobriu o câncer de mama em 2010, aos 73 anos. 


Olivia Newton-John



Atriz e Cantora, se casou com um namorado de longa data, aos 36 anos, com quem teve a única filha Chloe. Olivia em sua biografia afirmou ter sofrido vários abortos espontâneos ao longo da relação. 

Aos 42 anos, o casal decidiu adotar um criança da Romênia, mas o casal desistiu da adoção, e se separaram cinco anos depois. Nesse intervalo, aos 44 anos (1992) Newton-John recebeu seu diagnóstico de câncer de mama no mesmo fim de semana em que seu pai morreu devido a um câncer terminal. 

Olivia também chegou a perder sua irmã, Rona, vítima de um câncer no cérebro em 2013. Também teve outros dois tumores de mama, em 2013 e 2017. Em sua biografia de 2018 citou “conturbados relacionamentos amorosos”.


Relacionamentos Abusivos


Patrícia Pillar



Atriz, filha de um oficial da marinha, foi casada com Ciro Gomes, conhecido entre outras coisas pela polêmica frase de que Patrícia Pillar era importante na campanha porque dormia com ele.

Na época que estiveram juntos, Ciro foi acusado de agredir fisicamente Patrícia. O casamento terminou em 2011, mas Patrícia só veio a público desmentir a suposta agressão física em 2018, para dar força de campanha ao então candidato à presidência Ciro Gomes. Não há outros relatos de relações conturbadas com outros pares ou o pai. 

Patrícia relata abertamente que não sente necessidade de ter filhos. "Quis ter meus amigos, meu trabalho, fazer minhas viagens... Fui protelando e acabou que não rolou. Depois que escolho, não fico remoendo, nem olhando para os outros", afirmou a atriz em entrevista. Descobriu o câncer em 2002, aos 38 anos. 


Sheryl Crow



Cantora, começou a namorar o ciclista Lance Armstrong em 2003, quando já tinha 41 anos. Nesse período ela sofreu com a depressão. Seu relacionamento durou até 2006, e segundo Armstrong em entrevista, o fim do romance ocorreu porque Sheryl queria casar e ter filhos e ele não, porque tinha saído de um divórcio. Ainda segundo ele “a pressão do relógio biológico dela destruiu a relação.” 

Não há relatos de agressão física ou psicológica de Lance para com Sheryl, no entanto os efeitos dessa relação dão indícios de fortes pressões psicológicas para ambos. Sheryl descobriu o câncer de mama meses após o término do relacionamento com Lance. Ela não teve filhos biológicos, mas adotou dois meninos. Em 2011 descobriu tumor benigno no cérebro. 

Sofrimento da Alma


Todas essas mulheres passaram por profundas dores na alma. Seja por uma gravidez, talvez num momento da carreira em que tivessem outros planos? O que gerou em umas depressão pós parto, em outras a provocação de um aborto. Outras mulheres, vindas de relações conturbadas com o parceiro ou os pais (ou ambos), passaram por crises de depressão. 

A maioria dos casos tinha relação com ter ou não filhos, querer ou não filhos, da própria pessoa ou dos pais, como nos casos de Jane Fonda, e talvez Angelina Jolie. Dramas muito comuns a nós mulheres

Tendo esse panorama em vista, não é muito fora de lugar considerar que mágoas de família e decisões duvidosas não cuidadas, mal elaboradas, como disse Marty, sejam de fato um dos estopins do câncer de mama, um dos fatores que desencadeiam o tal defeito nos genes BRCA1 e BRCA2. 

Verdade absoluta ou não, não custa nada, ou custa bem menos, a gente parar de se sobrecarregar com problemas que podemos superar ou dividir com alguém. Não precisamos carregar o mundo nas costas, nem centralizar as decisões de tudo.

Não é muito que a gente renove nossos pensamentos, nossa forma de olhar o mundo. Encaremos nossos monstros interiores para, com amor, direcioná-los para seu canto, canto do perdão, do esquecimento. Deixemos a vida fluir leve

Como disse um amigo muito especial: Ame-se! Espere menos dos outros, cada um faz o melhor que pode dentro dos próprios limites. Faça você o seu melhor. E saia das frequências negativas de quem tanto te irrita. Quando você parar de vibrar na mesma vibe, ela vai sair de perto de você, sem que você precise fazer nada a respeito. 

É meu desafio esse mês. O primeiro Outubro Rosa de uma nova fase de autoconhecimento. A meta é expurgar todos os monstrinhos que ainda restam, que podem estar procurando um canal de escoamento. 

O autoexame é muito importante, porque a essa altura, muitas mágoas podem já ter achado o caminho da somatização e detectar precocemente é fundamental.

No entanto, para quem ainda tem muitas mágoas, do pai, algum ex-namorado ou marido, algum chefe malvadão, padrasto, ou mesmo da mãe, que pode não ter cumprido a função dupla como muitas se gabam de fazer, ou qualquer outra mágoa, não importa do que ou de quem, pense que tudo isso precisa ser liberado o quanto antes. 

Pode ser que dê tempo de evitar um mal maior. Mas, se não der, tudo bem, trabalhe em conjunto com seu tratamento pela limpeza do seu coração, com a leveza da sua alma

 

sábado, 22 de abril de 2017

Geração Baleia Azul

Fonte: Google Imagens

Com essa repercussão do “jogo” a Baleia Azul na mídia, contando histórias de crianças e adolescentes suicidas, ouvi muitos comentários hostilizando as crianças e jovens de hoje como se fossem feitos de material humano diferente dos jovens do passado. Não, a geração baleia azul é filha de quem faz piada dizendo que na sua época a baleia era um chinelo Havaianas, da época em que quem comandava a TV eram os pais, telefone era luxo e quando muito tinha um aparelho fixo e a escola e a rua eram os únicos lugares onde essas crianças extravasavam suas depressões incolores. Mas quem de nós não conhece em nosso tempo de juventude uma história sobre um conhecido que se suicidou?

Falhamos. Não tenho filhos, mas não tiro meu corpo fora por causa disso. Tenho sobrinhos, e quase todos os meus colegas dos tempos de escola já tem seus filhos em idade suficiente para sofrer o assédio de Satanás. Não concordo também com a opinião de que o problema seja os celulares e a internet. Na verdade é só mais um meio que Satanás usa para nos atingir, todo o mundo está no maligno e o inimigo usa o que lhe é próprio, seja tecnologia avançada ou não.

Tomei muita surra de chinelo e cinto, muitas vezes injustamente, outras bem justas, e a reação solene era: ficar quieta no meu canto, pois calada eu já estava errada. O único capaz de corrigir sem margem de erro é Deus, mas não cabia a minha mãe ficar muito tempo pensando se eu estava certa ou errada senão ela perderia a oportunidade para me corrigir. Na dúvida chinelada!

Hoje palmada, chinelada é crime, é “violência” contra a criança. Hoje as Supers Nanny da vida ensinam a dialogar infinitamente sobre o erro cometido pela criança, ensina que a criança pode escolher o que comer, precisa colocar copinho diferente, prato diferente, destacar a criança a mesa para que ela aceite comer a refeição. Psicólogos e psicopedagogos que me perdoem. Na infância o que levava a mim e a meus irmãos para a mesa de jantar era a hora determinada pelo chamado da minha mãe, estando ou não com fome, tendo a minha comida preferida ou não, e com o tempo aprendi a não deixar comida sobrar no prato.

Hoje as mães precisam deixar suas crianças nas creches em tempo integral para trabalhar, e quando elas estão em casas nos feriados em férias, são deixadas em frente à televisão, ou ao computador e celular. Pelo menos elas estão quietas. Pensar que eu ficava irritada quando minha mãe se incomodava quando eu ficava muito tempo no quarto escrevendo! E pasme, eu usava apenas lápis e cadernos! Fácil, fácil de checar as “bobagens” (como ela dizia) depois.

Estamos nos tempos do senão: Faça isso senão eu não de dou aquilo, vá tomar banho senão não te compro aquilo outro. A criança abre o berreiro e recebe o que quer para parar de incomodar, e descaradamente saem rindo por ter conseguido o que queriam. Essas mesmas crianças há daqui não muitos anos, vai perceber que os seus chiliques só manipulavam seus pais, que o mundo não vai lhe dizer sim sempre, ou a bem da verdade, quase nunca vai dizer sim.

Não adianta criticar os jovens. O contexto em que eles foram inseridos é outro, e é uma realidade criada por nós. Induzidos pelo mal, sim. O inimigo não se dedicaria a destruir de tantas formas algo que não fosse precioso para Deus: a Família. Uma coisa é certa: pais dentro da sua casa sejam os pais que não se envergonham de ter levado chinelada, se acharem que precisam disciplinar, faça-o! Enquanto você está na internet por um lado lendo blá blá blá psicopedagógico, do outro seu filho pode estar na mesma rede ouvindo blá blá blá de Baleia Azul. Quem vai sair perdendo no final?

Não estou falando que surra é solução, mas que as relações entre pais e filhos do passado não eram as ideais, mas eram mais próximas, existia contato. Tudo muda, mas existe um lugar onde os conselhos nunca vencem a validade, e que não está condicionado a um tipo de geração: a Bíblia. Tanto faz se minha geração tinha pai e mãe, a de hoje tem só mãe, só pai, pai de um e mãe de outro, padrasto, madrastas. Os conselhos para o pai valem para os pais, de mãe valem para as mães e o dos filhos aos filhos. Para o contexto existem sábios conselhos também, mas são outros quinhentos.

Leia também: Depressão Incolor