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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Conheça a Si Mesmo



Durante essa pandemia eu caí de paraquedas num processo de autoconhecimento. Não fazia ideia de como eu seria capaz de embarcar dentro dos baús de tesouros e quinquilharias da minha psique.

Na tentativa desesperada de ajudar alguém muito próximo, que estava se afundando numa depressão, alguém me estendeu a mão, e me mostrou que eu também precisava de ajuda. Eu precisava entender que não era responsável pelas escolhas de ninguém. E precisava saber mais sobre mim para poder ajudar quem quer que fosse.

E foi nesse processo louco que me redescobri! Achei lá no fundo dos meus baús a escritora. Sem ninguém me direcionar nesse sentido, comecei a escrever loucamente, de uma forma diferente.
É verdade que eu nunca parei de escrever. Desde os 13 anos que eu escrevo. Quem me conhece de longa data sabe. Muita gente aqui já recebeu algum poema dedicado, uma carta inspirada, um textão qualquer.

Mas eu escrevia por escrever, sem um objetivo. Nesse processo nasceu uma nova escritora. Agradeço de coração as poucas pessoas que passaram feedback sobre o que escrevo, elas fizeram tudo ter mais sentido, e me ajudaram nas minhas decisões.

Pensei em escrever um livro contando a minha experiência nesse processo todo.

Mas, no meio do caminho achei alguns desafios:

  1. eu não dominava o estilo de narrativa;
  2. um livro sobre a minha vida não seria de interesse popular;
  3. preciso estudar mais sobre o assunto;
Quando vi, tinha comprado dois cursos sobre Técnicas de Escrita, Marketing Pessoal e de Conteúdo. Só comecei e já estou amando! Percebi que não é tanto pelo conteúdo. Tudo poderia ser sensacional, mas se as pessoas envolvidas na equipe, no preparo das aulas, no suporte, na interação, não fossem empáticas, era possível que eu não conseguisse praticar nada.

Foi essa experiência com um ser humano que fez a diferença no meu processo também. Conhecer alguém em quem pudesse confiar mais que em mim mesma, e que mostrava empatia, deu um resultado nunca imaginado!


Um Recomeço

Aprendi ferramentas que me permitem lidar com minha mente e meu temperamento de forma mais autônoma. Achei as chaves que abrem as portas da psique que eu nunca tinha tido coragem de olhar dentro. Além do fato que escrever e estudar para um novo projeto de vida como Copywriter ou Ghostwriter, é uma das ocupações mais terapêuticas que existem!

Ah, sobre a história do livro, muita coisa eu decidi que não vou publicar. Mas parte da minha experiência deixarei no blog mesmo, nos próximos posts. O meu livro próprio pode esperar. Gostei da ideia de realizar os sonhos dos outros.

É o que eu amava fazer como Analista de Processos, dar forma às ideias de negócios dos meus clientes. Fazia o que podia para ver acontecer da melhor forma. É que eu não podia tudo… era bem limitada, era frustrante às vezes, mesmo assim era incrível quando dava certo!

Eu precisei tomar uma rasteira da vida na minha profissão para entender qual era meu papel nessa história toda, e tirar força sei lá de onde para mostrar para mim mesma que ninguém tinha poder para me tirar o que era meu.

Foi por isso que investi sem dó nos cursos de Escrita e Marketing direcionado e também num curso de Consultoria de Processos, pela Associação Brasileira de BPM (ABPMP), logo terei mais novidades sobre isso. Se Deus permitir.

Aliás, só posso agradecer a Deus por tudo isso. Num período em que tanta gente só conseguia enxergar as coisas ruins ao redor do mundo, Deus me permitiu sair do meio disso tudo com mais sabedoria. Mais aprendizado. Mais feliz.

Ainda sou uma aprendiz. Posso gostar das palavras, mas estou conhecendo um mundo enorme por trás do glamour de um best seller! E é sensacional! Nunca mais serei a mesma depois desses últimos meses. Ótimo! Era esse mesmo o resultado desejado!


sábado, 8 de fevereiro de 2020

Terapia de Guerrilha



Recentemente escrevi um post sobre Ingratidão citando o capítulo: Ninguém te deve nada do livro Terapia de Guerrilha do Italo Marsili. Esta semana sua conta no Instagram foi proibida de postar lives no stores, o que me leva a comentar outro capítulo muito bom: Eu estou com raiva de você?



Digamos que você esteja vendo uma das minhas lives e, lá no meio da análise da situação, eu dê uma bronca e solte um palavrão. Imediatamente, você pensa com seus botões que a minha motivação é raiva – que eu estou puto e perdi as estribeiras (...). Ocorre que meus palavrões são controlados e as estribeiras andam muito bem, obrigado. Ocorre que nem com raiva eu estou. O que aconteceu? O problema dos indivíduos de quarta camada é uma percepção sua, mais equivocada impossível: pensam eles que a maior parte das pessoas age ou porque foi magoada ou afetada por isto ou aquilo ou alguém. Crendo ser assim a vida, projetam sobre os outros a sua própria imaturidade, e lhes atribuem as motivações que habitualmente são, na verdade, suas. (...) E esta é uma percepção de quem ainda não amadureceu”.

Seja lá quem decidiu bloquear as lives do Italo e quais foram as denúncias feitas, fatalmente deve ter sido pessoas afetadas pela sua forma de falar. Me dou muito bem com pessoas que se expressam como ele, na lata, sem frescura, sem distinção de posição social ou hierarquia funcional. Você fez cagada? A pessoa fala na sua cara sem frescuras. Claro, dependendo da situação a pessoa pode ter que escalonar sua cagada para alguém, mas tudo bem, fica transparente porque ela já te deixou ciente do problema, além de permitir em muitos casos que mal-entendidos sejam sanados sem precisar fazer alarde ao Papa.

Com o episódio do Instagram pensei: poxa vida, tem gente que não gosta do Italo, quanto mais de mim! No livro todo ele cita a importância de ser útil, ter habilidades que sirva ao próximo. No trabalho ele menciona a importância de fazer bem e cumprir com o prometido. Quando li estes capítulos, fiquei feliz de saber que meu curso mais recente ia de encontro com isto, ou seja, na minha profissão eu estava me capacitando para ser mais útil de forma mais atualizada naquilo que me propus e gosto de fazer. Também vi que tinha muitas coisas a fazer ao longo da minha jornada que não cabe dizer aqui.

No mais, parafraseando o autor, aprendi que precisamos trabalhar, servir, ser fortes e não encher o saco. A terapia de guerrilha, diz o autor, está “batendo naquilo que é natureza humana. Vai funcionar para você, assim como vai funcionar para o porteiro do seu prédio e para mim”. Muitas pessoas nos dão conselhos que cairiam como uma luva se aplicados a elas mesmas. O que não significa que também, de fato, não é aplicável a nós. Quando se fala de falha humana existem coisas que se aplicam a todos, e não sei se tem alguma lógica, mas conseguimos enxergar melhor o rabo dos outros que o nosso. Às vezes é bom usar um espelho, ou se deparar com Italos na nossa frente, o que é muito raro! Muitos podem fazer a função de espelho (principalmente aqueles que te odeiam), mas poucos são honestos e objetivos na hora de dar um puxão de orelha. Os espelhos são úteis.

Há uns vinte anos talvez eu odiasse pessoas como Italo e provavelmente estaria denunciando sua conta ao Instagram: “vou ferrar com ele porque não gostei do que ele falou” sendo que seria menos infantil parar de segui-lo, ignorar apenas... Hoje eu sinto muita falta de pessoas como ele, mas consigo valorizar aquilo que chega até mim pelos telefones sem fio sobre o fulano que disse ao ciclano que ouviu beltrano falando isso e isso de mim. Esse tipo de comportamento ainda é muito valorizado e alimentado na sociedade, e um monte de espelhos quando se juntam causa vertigem, se bobear você cai. Então é bom ficar de olho e tentar contornar a situação, pois a partir do momento que não puderem espelhar suas próprias falhas ao te criticar o foco da reclamação vai mudar para outra pessoa. Isso vale para mim, ou seja, foco no que me incomoda nos outros, pois é o reflexo do quão insuportável eu posso estar sendo.

E confesso que não consigo ser como Italo no feedback a todas as pessoas, porque a maioria delas não são receptivas, elas param de falar com você, abusam da autoridade ou bloqueiam tua conta no Instagram. Só resta seguir a vida de acordo com meus valores, sabendo que não vai dar para agradar todo mundo o tempo todo. É bom considerar o que falam, pois mesmo que não estejam certos em 100% das vezes, ainda assim o voto da maioria pode ser contra você, o assaltante Barrabás se safou graças à opinião popular. 



“Lembre-se que o que pensam sobre você não é o que você é. É apenas uma pista para te colocar na trilha de alguns de seus defeitos. Não despreze e não leve a sério.”