domingo, 23 de julho de 2017

Minhas Top Voices do Rock - Chester Bennington




* 20 - 03 - 1976 † 20 - 07 - 2017


No mês de abril deste ano listei num post quais eram os meus seis vocalistas de Rock prediletos, e entre eles estava Chester Bennington, do Linkin Park (ver aqui). Jamais imaginaria que três meses depois o mundo perderia Chester e com ele uma das vozes mais sensacionais do estilo, potente, afinada e doce ao mesmo tempo.

Não me recordo exatamente quando começou minha história com a banda, talvez ouvindo as músicas que meu irmão tocava. Lembro que em dezembro 2012 tomei conhecimento de duas músicas que não faziam parte das Playlists das rádios: My December (2002) e The Messenger (2010), as quais me foram passadas por uma pessoa que estava fazendo treinamento comigo na empresa que ainda trabalho agora; duas canções que seguem comigo até hoje. Também tenho no meu computador coletâneas da banda desde 2000, BBC, ao vivo em Nottingham, Texas, e outros.

Não sou daquelas fanáticas por artista nenhum, mas quando eu admiro alguém eu abro um espacinho todo especial no meu coração. Por isso mesmo quando soube pela internet da notícia da morte de Bennington tomei um choque, meus olhos lacrimejaram e fiquei feito boba repetindo suas músicas no meu celular.

Como eu não domino inglês, fui revisitar as letras das canções de Chester e quão assustada fiquei ao perceber que todas elas, quase sem exceção, eram verdadeiros gritos de desespero, de uma pessoa sufocada pela depressão, engolida por seus medos e sofrimentos:


Estou cansado de ser o que você quer que eu seja
Me sentindo tão sem fé, perdido sob a superfície
Não sei o que você está esperando de mim 
Colocado sob pressão 
De andar com seus sapatos 
 Numb 

Eu tentei tanto e cheguei tão longe 
Mas no fim, isso não tem mais importância 
Eu tive que cair, que perder tudo 
Mas no fim isso não tem mais importância
In the End

Rastejando dentro da minha pele 
Estas feridas, eles não curarão
Medo é o que me derruba 
Confundindo o que é real  
Crawling

O que eu fiz 
Eu vou me encarar 
Para eliminar o que eu me tornei 
Me apagar 
e deixo ir o que eu fiz  
What I've Done

Eu quero me curar, eu quero sentir 
O que eu nunca achei que fosse real
Quero me livrar da dor que eu senti durante tanto tempo 
(apagar toda a dor até que ela se acabe) 
Eu quero me curar, eu quero sentir 
Como se estivesse perto de algo real 
Eu quero encontrar algo que sempre quis 
Lugar ao qual eu pertenço  
Somewhere I Belong

Tudo fica tão mais triste quando o grito de socorro foi dado e tantos ouviram mas ninguém realmente escutou...

Minha esperança é que no seu último segundo ele tenha percebido que o amor de Deus é o único que sempre está acessível enquanto estamos em vida, e que tenha crido mesmo sem conseguir se livrar da corda em seu pescoço.

sábado, 20 de maio de 2017

Anais da História do Facebook



Ok, ok eu aumento, mas não invento, parafraseando Nelson Rubens! Ontem a tarde viralizou na rede uma gafe de digitação do Globo News na manchete de uma notícia sobre a JBS e Temer. Quem divulgou foi o ator e comunicador Oscar Filho, que dizia: "Dono da JBS grava Temer dando anal para compra de silêncio de Cunha". Não sei se de fato aconteceu ou se foi uma montagem típica das redes sociais. Entendo, contudo que a palavra correta ao contexto seria aval.



O curioso é o tipo de discussões que esse tipo de publicação gera, não só esta, mas o Facebook, Instagram, Twitter e afins acaba estimulando o professor Pasquale que há em cada um, o juiz, o presidente da república, e toda autoridade no assunto em questão.

A mais engraçada em relação a manchete, que se eu não tivesse lido eu não acreditaria, foi uma discussão acalorada sobre o pobre e discriminado termo 'anal' que injustamente é utilizado com um significado pejorativo (eu tive uma professora que usava muito esse termo 'pejorativo'), mas que não tinha erro nenhum na frase pois anal tem um grande significado...

Neste momento da discussão (que infelizmente não ocorreu no contexto original da publicação do Oscar Filho, adoraria saber a reação de um especialista em Standup Comedy sobre os debates anais) fiquei imaginando se o ponto de vista exposto era real ou uma piada, que o tom catedrático em defesa das palavras injustiçadas era só uma ironia. Não era! Parece que o buraco era mais embaixo.

Como falar sobre origem de palavras é um tema de pessoal interesse, nunca tinha pensado num outro significado para 'anal' além do mais conhecido e reconhecido deles, fui pesquisar. Um deles foi apontado na nobre discussão, anal é um sinônimo de anual, ou seja, que dura um ano ou acontece uma vez por ano. Ainda bem que inventaram este sinônimo! Já pensou? Além de prova oral também existiria a prova anal (o Enem seria uma modalidade).

O segundo sentido omitido na discussão em razão da qual ela nem existiria não fosse pela recusa em aplica-lo à palavra foi o relacionado a ânus. Descobri que ano e ânus tem a mesma origem etimológica! Ambas tem origem no latim annus ou annum, que significa o tempo em que a Terra dá uma volta completa ao redor do sol.

Uma volta lembra circunferência, que é o formato do orifício ao fim do intestino grosso para eliminação de fezes e gases, chamado (acredito que por isso) de ânus. Embora não tenha achado referência oficial sobre a história da circunferência nenhum dicionário, estudo linguístico ou professor formado contesta que as palavras têm a mesma origem etimológica com sentidos diversos e que ambas estão corretas desde que usadas em seu contexto.

Quantos ânus você tem? Um
Quantos anos você tem? Hah adivinha!

Anal, logo, tanto pode se referir a alguma ocorrência que acontece por ano (aniversário) como coisas que acontecem no ânus (hemorróidas). E não menos importante e sem nenhum sentido depreciativo o exame de próstata, ou toque retal após os 45 anos de idade vem aproximar o ânus de uma tarefa anal, ou seja, realizada anualmente. Espero que na ocasião ninguém tenha problemas com a nomenclatura das palavras para tentar fugir do exame, para seu próprio bem. E viva a Língua Portuguesa!

Meu sincero respeito aos comentadores deste episódio. Não fosse por vocês eu teria um repertório a menos no meu dicionário, que, aliás, vai continuar guardado porque eu não pretendo usar anal em seu sentido menos usual, não é necessário; está bem suprido por anual. Mas conhecimento nunca é demais. Agradeço também ao Globo News que se tivesse colocado a grafia correta aval nem discussões acaloradas nem assunto para o meu post teria surgido! Filho (Oscar) vou dar um jeito de saber sua opinião... Brincadeira! Twitter? Calma, não é para tanto. 


Importante lembrar que a língua portuguesa não trata apenas de palavras mas de contexto. Bom aprender que anal tem outro significado, mas não muda o fato de que no contexto nenhum dos dois se aplica, ou pelo menos as intimidades do Michel Temer não entrou nos detalhes da delação da JBS.

Esta discussão entrará para os anais da história do Facebook

Fonte de Referência: 




domingo, 14 de maio de 2017

Rodrigo Teaser - Nasce uma Estrela



“Em toda minha vida eu tive apenas dois sonhos: conhecer o Michael e ter uma carreira”

Essas são as palavras de Rodrigo Teaser, ditas em muitos lugares, ouvi pela primeira vez na entrevista que ele deu ao meu irmão Rodrigo Lourenço no #AIPOD o Podcast do Blog do Rodman em 2015, entrevista temporariamente indisponível na Web, (assim espero) e a outra no show do Teatro Polythema em Jundiaí de 13 de Maio de 2017. Rodrigo nascido em São Paulo em 11 de Abril de 1980 é um cantor e compositor que ficou conhecido por ser o mais famoso cover de Michael Jackson o Rei do Pop. Como ele mesmo conta desde criança imitava o astro nos programas infantis da TV, e com o tempo todo seu empenho tinha como objetivo tornar-se um chamariz da atenção do Michael.

Aos 13 anos em 1993 Rodrigo foi aos dois shows do Michael Jackson no Brasil (num deles o meu outro irmão Luciano Lourenço estava lá – adoro falar isso!). Foi o primeiro show da vida do menino Rodrigo e simplesmente o melhor do mundo, nunca haverá nada igual. Infelizmente em 2009 Michael Jackson faleceu antes que pudesse conhecê-lo pessoalmente, e por pouco Rodrigo não desistiu de seu trabalho de cover tendo que resistir naquele momento triste ao assédio fúnebre da mídia tentando estripar ao máximo a carreira e todas as coisas boas silenciadas pela própria imprensa do rei do pop.


Ele não se vendeu nesse momento, e talvez isso seja algo que nós fãs do Michael mais amamos no Rodrigo Teaser: ele é fiel à essência do Michael, como nós sobreviveu fora da época da internet a todo tipo de lixo midiático sobre a pessoa de Michael, sua conduta e seu caráter. Uma frase foi dita num programa de rádio uma vez (Debates do Paulo Lopes na Rádio Capital) “a comoção do público com a morte de Michael Jackson foi um tapa na cara da mídia que tudo fez para diminui-lo”. E é tão bom ver no Rodrigo coisas que eu sei bem como é, e que tão poucos entendem.

Ainda bem que além dos atributos performáticos, o talento, a voz, Rodrigo conseguiu entender a persistência do Michael, e aos poucos retomou os palcos, e conta que seu show de Tributo ao Michael sofreu muito preconceito, ridicularizarão, “quem ia querer sair de casa para ver isso?” diziam. Ao contrário do que estas pessoas pensaram não é só uma imitação, isso muitos fazem, é um tributo, uma homenagem, um ato de amor por quem ofereceu muitas coisas boas ao mundo e que estão aí até hoje, arte, estilo, música, moda, amor, talento, beleza, amor, amor... Coisa que exala do nosso garoto brasileiro! Tanto que atraiu a atenção do coreógrafo do Michael, Lavelle Smith que se ofereceu (pensa!) para participar de um dos shows do tributo. Certamente teria atraído o próprio Michael Jackson.




Foi emocionante assistir ao vivo seu show. No original de Michael Jackson tinha o momento onde o público iluminava a plateia com isqueiros acesos, no de Rodrigo Teaser em Jundiaí ao que parece, pela sua emoção no relato da sua página oficial do Instagram, pela primeira vez foram utilizadas as lanternas dos nossos celulares. 





“O aplauso que eu recebo num show não é 100% para mim, porque eu estou fazendo a arte dele”. Eis a questão que dá título a esse post! No show tributo que assisti Rodrigo começou e terminou apresentando suas músicas e videoclipes não como Michael, mas como Rodrigo Teaser. E eu vejo uma estrela, não necessariamente nascendo, mas ganhando visibilidade, influenciada como muitos pela arte de Michael Jackson, mas com particularidades bem Teaser, músicas em português. Listo a seguir minhas principais sensações sobre esse artista:

  • A risada espontânea mais gostosa de ouvir;
  • A emoção transparente no rosto numa essência tão Michael Jackson num jeito tão Rodrigo; 
  • Tipo físico tão brasileiro comparado ao perfil magrinho de Michael (entendedoras entenderão). 
  • Uma humildade grande com a lembrança sempre viva que todo o seu trabalho (mesmo sendo o melhor no que se propôs a fazer) é só um reflexo do sucesso do Michael.
  • Parece que agora tenho dois irmãos chamado Rodrigo.

Ainda têm poucas músicas em carreira própria divulgadas, mas se seguirem todas a linha da canção Hey temos o início de uma linda trajetória, e nem 100% dos aplausos foram para o Michael, mas pela generosidade com que nos trouxe essa arte. As palmas de “uwo que máximo” são para o Michael, mas o “muito obrigado” e “você é sensacional” são sem dúvidas para Rodrigo Teaser! Porque o amor vive para sempre. 

Música Hey: